Os dados clínicos do método SMT Halili por região do corpo, e as publicações que os sustentam. Cada número aparece ao lado do desenho do estudo que o originou e de um selo que comunica a força daquela evidência.
Estudos por região
Cada card traz o dado do estudo daquela região e, em “Sobre o estudo”, o resumo da publicação que o originou.
n = 467 · Coorte retrospectiva multivariada · p < 0,001
Pacientes relataram redução média da dor no joelho de 1,28 ponto (escala 0–9); a melhora geral média foi de 8,20 pontos (escala 0–90).
Redução média da dor em pontos, na escala do estudo.
Joelho: Redução média da dor em pontos, na escala do estudo.
Medida
Valor
Redução média da dor
−1,28 pt (Escala de dor 0–9)
›Sobre o estudo
Treatment for the central sensitization component of knee pain using systemic manual therapy
Halili A. · Douleurs (Elsevier), 2024
Estudo de coorte com 467 pacientes que testou o modelo temporal de sensibilização central (SC) na dor de joelho. Com 364 protocolos ou combinações de SMT, a dor no joelho melhorou em média 1,28/9 e o quadro geral 8,20/90 (p < 0,001). Concluiu que tratar não só o joelho, mas também contribuintes regionais e a SC, supera o padrão-ouro de cuidado convencional.
Lombar
Estudo observacional
n = 1.053 · Coorte retrospectiva multivariada · p < 0,05 (ajustado para comorbidades)
68% dos pacientes relataram melhora geral e 53% relataram melhora especificamente na região lombar.
Percentual de pacientes que relataram melhora neste estudo.
Lombar: Percentual de pacientes que relataram melhora neste estudo.
Medida
Relataram melhora
Melhora geral
68%
Melhora na lombar
53%
›Sobre o estudo
Treatment for the central sensitization component of lower back pain using systemic manual therapy
Aponte A., Halili A. · Journal of Bodywork and Movement Therapies, 2025
Análise de coorte com 1.053 pacientes e 715 combinações de protocolos SMT para lombalgia crônica. 68% relataram melhora dos sintomas gerais e 53% da dor lombar; 43 combinações se destacaram, incluindo cinco protocolos previstos pelo modelo temporal para tratar SC. Reforça a lombalgia crônica como fenômeno neurofisiológico e recomenda abordagem multimodal (cessação do tabagismo, exercício, dieta).
Ombro
Estudo observacional
n = 734 · Coorte retrospectiva multivariada · p < 0,001
58% dos pacientes (429 de 734) relataram melhora, com redução média de 1,51 ponto na dor.
Percentual de pacientes que relataram melhora neste estudo.
Ombro: Percentual de pacientes que relataram melhora neste estudo.
Medida
Relataram melhora
Relataram melhora
58%
›Sobre o estudo
Treatment for Central Sensitization and Shoulder Pain Using Systemic Manual Therapy (SMT)
Sato G.T., Halili A. · Journal of Physical Medicine and Rehabilitation, 2025;7(1):98–105
Coautoria de Gustavo Sato
Análise multivariada de coorte com 734 pacientes e 552 combinações de protocolos SMT para dor no ombro. 58% relataram melhora específica no ombro (média de 1,51 ponto; p < 0,001), e 41 combinações superaram o padrão-ouro de cuidado, incluindo cinco protocolos voltados à SC. Os resultados sustentam o modelo temporal de sensibilização central aplicado ao ombro.
Quadril
Estudo comparativo
n = 449 · Coorte comparativa não-randomizada · p < 0,001
63% dos pacientes tratados com SMT relataram melhora, contra 54% no grupo de exercício (tamanho de efeito Hedges' g = 0,36).
Percentual que relatou melhora, por grupo (estudo comparativo).
Quadril: Percentual que relatou melhora, por grupo (estudo comparativo).
Grupo
Relataram melhora
SMT
63%
Exercício
54%
›Sobre o estudo
Systemic manual therapy is better than exercises for hip pain: Does it really matter?
Halili A. · Journal of Bodywork and Movement Therapies, 2025
Análise comparativa de coorte com 449 pacientes tratados com SMT para dor no quadril. 63% melhoraram com SMT contra 54% em estudo baseado em exercícios (p < 0,001; efeito moderado). Recomenda priorizar descongestão, dessensibilização e correção mecânica antes do fortalecimento e alongamento nas fases iniciais.
Trigêmeo
Estudo observacional
n = 85 · Coorte retrospectiva multivariada · p < 0,001
66% dos pacientes relataram melhora; a redução média foi de 1,88 ponto na região (escala 0–9) e 12,01 pontos na melhora geral (escala 0–90).
Percentual de pacientes que relataram melhora neste estudo.
Trigêmeo: Percentual de pacientes que relataram melhora neste estudo.
Medida
Relataram melhora
Relataram melhora
66%
›Sobre o estudo
Physical therapy treatment for facial and jaw pain associated with trigeminal neuralgia using Systemic Manual Therapy (SMT)
Halili A. · Advances in Integrative Medicine (Elsevier), 2024
Coorte com 85 pacientes e 99 combinações de protocolos SMT para nevralgia do trigêmeo. 66% relataram melhora da dor facial (média de 1,88/9; melhora geral de 12,01/90; p < 0,001), com 13 combinações acima da média. Demonstra que a nevralgia do trigêmeo pode ser tratada ao interromper de forma intermitente os circuitos autorreforçados da sensibilização central.
Respiratório
Estudo observacional
n = 178 · Coorte retrospectiva multivariada
Coorte tratada pelo protocolo respiratório (CVVT). A spec do projeto não traz medida antes/depois numérica clara para esta região, por isso o card não força um gráfico.
›Sobre o estudo
Physical therapy for the treatment of respiratory issues using Systemic Manual Therapy protocols
Halili A. · Journal of Bodywork and Movement Therapies, 2021
Motivado pela pandemia de COVID-19, analisou 178 pacientes com queixas respiratórias para identificar quais protocolos SMT geram melhores desfechos. O protocolo CVVT foi o mais eficaz e frequente, seguido de UD, CCCV, VTCP e DCS. Aponta o CVVT como protocolo primário para condições respiratórias, com combinações específicas para casos agudos.
COVID / UTI
Relato de caso
n = 1 · Relato de caso (n = 1)
Em um único paciente pós-UTI, o escore PIP caiu de 52 para 11 e o QuickDASH de 68 para 16 ao longo do acompanhamento.
Caso único (n = 1): força de evidência baixa; não sustenta promessa de resultado.
Valores antes e depois no acompanhamento: caso único (n = 1).
COVID / UTI: Valores antes e depois no acompanhamento: caso único (n = 1).
Instrumento
Antes
Depois
PIP
52
11
QuickDASH
68
16
›Sobre o estudo
Systemic manual therapy to treat long term residuals following COVID-19-related ICU stay: A case report
Halili A. · Journal of Bodywork and Movement Therapies, 37 (2024) 131–135
Relato de caso de paciente de 65 anos com polineuropatia, falência de órgãos e outras sequelas após intubação prolongada por COVID-19. Após tratamento com protocolos SMT, a escala PIP caiu de 52 para 11 e o QuickDASH de 68 para 16, com retorno ao trabalho e ao nível funcional prévio. Sugere o SMT como opção terapêutica para essa população crescente de pós-COVID grave.
Relato de caso único (n=1): força de evidência baixa.
Outros estudos clínicos
Estudos clínicos que não se organizam por região do corpo.
Sensibilização central: padronização de protocolos
A Retrospective CDSS Analysis to Compare Standardized and Non-Standardized Treatment for Central Sensitization Using Systemic Manual Therapy
Halili A., Mischler J. · Journal of Physical Medicine and Rehabilitation, 2026;8(1):94–102
Estudo-piloto que comparou tratamento SMT padronizado versus pragmático para sensibilização central via análise de prontuários (CDSS/HPTSAT). Ambos os grupos melhoraram significativamente (p < 0,001), com ganho ~3,5x a MCID e sem diferença entre eles (p = 0,98). Demonstra a eficácia da abordagem padronizada, útil para casos complexos e como braço de tratamento em futuros ensaios randomizados.
O modelo teórico que fundamenta o método: em investigação, não prova de eficácia.
Base teórica (sensibilização central)
Temporal model for central sensitization: A hypothesis for mechanism and treatment using systemic manual therapy, a focused review
Halili A. · MethodsX, 10 (2023) 101942
Revisão que consolida a hipótese sobre causas e mecanismos da sensibilização central, centrada no sistema locus coeruleus–noradrenalina (LC-NA). Propõe um modelo temporal de cinco estágios e três eixos de tratamento: reduzir aferência visceral, afastar a atividade inflamatória humoral do cérebro e reduzir o estresse oxidativo. É a base teórica que fundamenta os estudos clínicos por região.
Ferramentas de avaliação e análise que sustentam a coleta e a leitura dos dados clínicos.
Instrumento de avaliação (PIP)
Patient Identified Problem (PIP) Scale: Validity, Reliability, Responsiveness, Likelihood ratio, and Minimal Clinically Important Difference
Halili A. · Physical Therapy and Rehabilitation, 7(1):4, 2020
Estudo observacional que validou a escala PIP, ferramenta de desfecho baseada no modelo HOAC. Demonstrou validade de constructo, confiabilidade excelente (ICC = 0,96), boa responsividade (AUC 0,78) e diferença mínima clinicamente importante de 3,8 pontos. Estabelece a PIP como instrumento simples e versátil para prática clínica e pesquisa em larga escala.
Control of internal validity threats in a modified adaptive platform design using Halili Physical Therapy Statistical Analysis Tool (HPTSAT)
Halili A. · MethodsX, 8 (2021) 101232
Artigo metodológico que apresenta a base matemática da ferramenta HPTSAT, inspirada no desenho de plataforma adaptativa dos protocolos PREVAIL I e II. Permite analisar simultaneamente centenas de combinações de tratamento controlando ameaças à validade interna (efeito de testes repetidos, uniformidade da amostra, erros tipo I e II). É a espinha dorsal estatística dos estudos clínicos do SMT.