Modelo temporal da sensibilização central
O modelo temporal da sensibilização central (TMCS) é uma hipótese do Dr. Adi Halili, ainda em investigação, sobre como a sensibilização central se instala e se mantém. Escolha uma fase para vê-la repetida e ler a explicação.
Fase 1 de 13
MODELO TEMPORAL · TMCS
A sensibilização central converge em um ponto.
Na hipótese do Dr. Adi Halili, esse ponto é o locus coeruleus (LC).
Entenda melhor
Este modelo é uma hipótese do Dr. Adi Halili. Ele propõe que os vários caminhos da sensibilização central convergem para um mesmo ponto do sistema nervoso: o locus coeruleus, ou LC.
Para profissionais
Hipótese: o locus coeruleus (LC) como ponto de convergência da sensibilização central. Painéis da animação: os estágios I–IV do modelo e o modo de disparo do LC (fásico).
Fase 2 de 13
ESTÁGIO I · REPOUSO
O LC trabalha em modo fásico.
Responde a cada estímulo e volta à linha de base. É o funcionamento normal.
Entenda melhor
No estágio I, o LC funciona em modo fásico: reage a cada estímulo e logo volta ao repouso. É o funcionamento normal do dia a dia.
Para profissionais
Estágio I do modelo de cinco estágios (Halili, 2023, tabela 1): ativação fásica do sistema LC-noradrenalina. Repouso, sem estímulo saliente, ativação tônica, aferência aberrante ou estresse oxidativo. Estado funcional normal.
Fase 3 de 13
ESTÁGIO II · ESTÍMULO SALIENTE
Algo chama a atenção.
O LC entra em modo tônico, direcionado, para focar no estímulo. Ainda é normal.
Entenda melhor
No estágio II, algo chama a atenção do corpo. O LC muda para o modo tônico, mas de forma direcionada, só para focar naquele estímulo. Depois, volta ao normal. Ainda é um funcionamento saudável.
Para profissionais
Estágio II: estímulo saliente. Ativação tônica direcionada, que permite o foco na informação sensorial ou na atividade eferente. Estado funcional normal.
Fase 4 de 13
ESTÁGIO III · AMEAÇA
O estímulo é lido como ameaça.
A ativação tônica se amplia pelo corpo. Ainda é normal, mas, se ela se prolonga, abre caminho para o estágio IV.
Entenda melhor
No estágio III, o estímulo é interpretado como ameaça, e a ativação se espalha pelo corpo, preparando-o para responder. Ainda é normal. Segundo o modelo, o problema começa quando esse estado se prolonga: é a porta de entrada para o estágio IV.
Para profissionais
Estágio III: codificação do estímulo saliente como ameaça. Ativação tônica ampla de vias eferentes e aferentes, para manter o foco e responder ao estímulo. Estado funcional normal. O estágio IV é alcançado após um período prolongado e sustentado no estágio III.
Fase 5 de 13
DO III AO IV · CONGESTÃO
A drenagem fica comprometida.
Estase venosa e linfática e restrição fascial reduzem a drenagem e a perfusão, inclusive do sistema nervoso central.
Entenda melhor
O caminho do estágio III ao IV começa pela congestão: o sangue e a linfa voltam com mais dificuldade e a fáscia fica mais restrita. Com isso, os tecidos são menos drenados e menos irrigados, inclusive o sistema nervoso central.
Para profissionais
Estase venosa e linfática e restrição fascial, com redução da drenagem e da perfusão, inclusive do sistema nervoso central (SNC).
Fase 6 de 13
DO III AO IV · INFLAMAÇÃO
O tecido congesto sustenta a inflamação.
De baixo grau. E a aferência visceral aberrante mantém o sistema nervoso bombardeado.
Entenda melhor
Segundo o modelo, o tecido congestionado mantém uma inflamação de baixo grau, que persiste. Ao mesmo tempo, sinais anormais vindos dos órgãos internos continuam chegando ao sistema nervoso, que fica sob bombardeio constante.
Para profissionais
Inflamação crônica de baixo grau sustentada pelo tecido congesto. Aferência visceral aberrante mantendo o sistema nervoso sob estímulo contínuo.
Fase 7 de 13
DO III AO IV · OXIDAÇÃO
Menos perfusão, mais inflamação: carga oxidativa.
O LC é particularmente vulnerável: alta demanda metabólica, neurônios noradrenérgicos.
Entenda melhor
Com menos circulação e mais inflamação, o modelo propõe um aumento da carga oxidativa. O LC seria especialmente vulnerável a ela, porque tem alta demanda de energia.
Para profissionais
Menor perfusão e maior inflamação resultam em carga oxidativa. Vulnerabilidade particular do LC: alta demanda metabólica e neurônios noradrenérgicos. Na animação: menos fluxo oxigenado ao LC.
Fase 8 de 13
DO III AO IV · LC TÔNICO
O modo tônico se torna sustentado.
De responsivo, com retorno à linha de base, para uma descarga elevada e sustentada: o estado sensibilizado.
Entenda melhor
Nos estágios anteriores, o modo tônico era passageiro: o LC voltava ao repouso. No modelo, ele passa a disparar de forma elevada e contínua. É o que a animação chama de estado sensibilizado.
Para profissionais
O disparo tônico deixa de voltar à linha de base e se torna sustentado (descarga elevada e contínua). No painel da animação, o estado sensibilizado aparece como hipervigilância, limiar de dor reduzido, disautonomia, sono ruim e ansiedade.
Fase 9 de 13
ESTÁGIO IV
Alças fechadas que se reforçam sozinhas.
O quadro já não depende do gatilho original. Por isso tratar só o local da dor falha.
Entenda melhor
No estágio IV do modelo, as etapas passam a se alimentar umas às outras, em ciclos fechados, e o quadro deixa de depender do que o iniciou. Segundo o modelo, é por isso que tratar só o local da dor falha.
Para profissionais
Estágio IV: sensibilização central, estado funcional anormal. Alça autorreforçadora: LC tônico → disautonomia + congestão → inflamação + oxidação → LC tônico. O quadro se torna independente do gatilho original. O modelo descreve ainda um estágio V (degeneração neural, em indivíduos suscetíveis), fora do foco do tratamento e não representado na animação.
Fase 10 de 13
TRÊS CHAVES · 1
Reduzir a aferência visceral aberrante.
Menos bombardeio sobre o sistema nervoso.
Entenda melhor
O modelo propõe três chaves para o tratamento. A primeira é reduzir os sinais anormais vindos dos órgãos internos, para diminuir o bombardeio sobre o sistema nervoso.
Para profissionais
Chave 1: reduzir a aferência visceral aberrante. Protocolos do SMT indicados na animação: LAUG (Lower-Abdominal-Urogenital), Barral (Barral Abdominal Motility) e GUOU (Genito-Urinary-Ovarian-Uterus).
Fase 11 de 13
TRÊS CHAVES · 2
Deslocar a atividade inflamatória.
Para longe do cérebro.
Entenda melhor
A segunda chave é deslocar a atividade inflamatória para longe do cérebro.
Para profissionais
Chave 2: deslocar a atividade inflamatória para longe do cérebro. Protocolos do SMT indicados na animação: UD (Urinary-Drainage) e DCS (Diaphragm-Cranial-Sinus).
Fase 12 de 13
TRÊS CHAVES · 3
Restaurar o fluxo oxigenado ao LC.
Reduzindo o estresse oxidativo.
Entenda melhor
A terceira chave é restaurar a chegada de sangue oxigenado ao LC, reduzindo o estresse oxidativo.
Para profissionais
Chave 3: restaurar o fluxo oxigenado ao LC, reduzindo o estresse oxidativo. Protocolo do SMT indicado na animação: CCCV (Cardiac-Cervical-Cranial-Vascular).
Fase 13 de 13
A SEQUÊNCIA DO MÉTODO
Primeiro, dessensibilizar.
Descongestão antes do trabalho regional e estrutural, com 10 a 21 dias entre as sessões.
Entenda melhor
Por isso, o método começa pela dessensibilização: primeiro a descongestão, depois o trabalho regional e estrutural. As sessões são espaçadas, com 10 a 21 dias entre elas.
Para profissionais
Sequência: dessensibilização e descongestão antes do trabalho regional e estrutural, com intervalo de 10 a 21 dias entre as sessões.
